terça-feira, 27 de maio de 2008

O que é que faziam?

Se há coisa que me faz confusão, são pessoas que insistem em utilizar expressões míticas como "tramoço", mesmo sabendo que estão a dizer mal a palavra que dá o nome ao marisco preferido do Rei Eusébio, o Tremoço.
Há dias estava a falar com um colega de trabalho, e ele dizia-me que ia comprar um carro novo. Já tinha ido ao "stander" e já tinha tudo tratado. Estava só à espera que fizessem a revisão ao carro, e que o levassem à "espeção". Mas o indivíduo estava já algo arrependido de ter comprado um carro a "gasoil" porque as "puteliferas" andam a gozar com as pessoas.
Ao ouvir tão sábias palavras, dou por mim a pensar: "será que devo corrigir este "homicida gramatical"? E fazendo-o, devo fazê-lo de forma activa ou passiva?"
Passo a explicar: de uma forma activa, a correcção seria algo do estilo:Ele -"Fui ali ao stander..."Eu -"Stand";Ele -"Vão levar o carro à especção..."Eu -"Inspecção". Já se recorrer à forma passiva, seria algo bem mais súbtil, tentando introduzir as "novas" palavras no vocabulário do indivíduo em questão de forma progressiva, através do método da repetição das mesmas durante as minhas respostas no diálogo, levantando sempre um pouco a voz, vincando assim a "nova" palavra. Sempre tinha a hipótese de recorrer a Pavlov, e utilizar a técnica do reflexo condicionado, mas confesso que não seria de todo agradável, ver um ser humano com mais de 4 décadas de existência, a rebolar pelo chão e a dar a "patinha" sempre que conseguisse articular duas ou três expressões correctas de uma acentada.
Como é que se deve actuar perante uma situação destas?

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