terça-feira, 27 de maio de 2008

Muito sofre a tecnologia

É claro que ninguém é obrigado a ceder aos encantos da dita nova era, mas também não é preciso brutalizar a mesma.

Eu passo a explicar: a administrativa aqui do estaminé onde passo os dias para ganhar o pão, tem uma questão pessoal com o teclado do seu computador. É claro que não vou mencionar nomes, para não ferir susceptibilidades. Vamos chamar-lhe Mary Of The Light (qualquer tentativa de tradução deste nome para a lingua portuguesa será uma total perda de tempo.)

Mary Of The Light olha para um computador com um misto de alegria e medo. Alegria porque significa que está a trabalhar, e até sabe como se liga e desligar o dito bicho, mas com medo porque nunca se sabe o que pode sair de dentro de tal máquina demoníaca. Eu penso que, por forma a garantir uma coexistência pacífica com o Demo, ela criou a sua própria teoria pavloviana. Se por um lado o filósofo russo criou a teoria do reflexo coondicionado, em que "judiava" de canídeos, fazendo-os babar-se só por ouvirem os passos do seu assistente, ou por verem a tigela da comida, Mary Of The Light, que eu começo a considerar uma verdadeira René Descartes do sexo feminino, criou a sua própria teoria do reflexo condicionado aplicada às novas tecnologias da informação (de repente parece um desses cursos superiores criados só para podermos ter metade da população portuguesa a estudar, e assim "enganar" os números do desemprego). Ou seja, ela condiciona o comportamento do Demo, através do uso da força e da violência. Sempre que tem necessidade de utilizar de escrever algo, Mary Of The Light opta pela tão conhecida técnica do martelo, em que martela nas teclas como se não houvesse amanhã, deixando o observador mais desatento algo curioso, tentantdo perceber onde é que está o martelo pneumático a perfurar paredes de betão armado com, no mínimo 30cm de espessura.

A minha questão é: Porque raio há pessoas que violentam brutalmente os teclados dos seus computadores, como se de uma máquina de escrever se tratasse?

É que é uma situação chata, uma vez que já dei por mim a olhar para a porta, para ver quem está a bater.

Sem comentários: